A Polícia Federal não conseguiu encontrar provas suficientes contra o prefeito de São Domingos do Prata, Joaquim de Castro, Quinzinho. Além de Quinzinho, a Polícia Federal não teria conseguido comprovar a participação de outros 61 prefeitos no esquema que fraudava obras no Programa de Aceleração do Crescimento (o PAC do Governo Federal).
Segundo dados da Polícia Federal, não foi detectado nenhum envolvimento do prefeito Quinzinho com desvio de verbas públicas para obras. Dias atrás, na Operação João de Barro, policiais tomaram a Prefeitura do Prata. Documentos foram levados para análise, mas nada foi provado.
A Rádio Cultura tentou contato hoje pela manhã com o prefeito Quinzinho, sem êxito.
Outra cidade próxima em que o prefeito foi absolvido é Raul Soares. O prefeito Vicente Barboza também foi absolvido das acusações.
A operação João de Barro foi deflagrada no dia 20 de junho e cumpriu 231 mandados de busca e apreensão e 31 mandados de prisão temporária.
Segundo nota divulgada pela PF, uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) realizada em 29 municípios do leste mineiro encontrou indícios de fraude na execução de obras. A auditoria foi feita a partir de denúncias veiculadas na imprensa. A investigação policial desarticulou um esquema criminoso de desvio de verbas destinadas à construção de casas populares e estações de tratamento de esgoto.
De acordo com a PF, uma quadrilha desviava recursos repassados pela União aos estados, Distrito Federal e municípios em convênios ou empréstimos cedidos pela Caixa Econômica Federal e BNDES nas chamadas transferências voluntárias da União. Grande parte dessas transferências se destinava a custear obras que fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Os projetos receberam R$ 700 milhões para sua execução e outros R$ 2 bilhões poderiam ter o mesmo destino. Por conta do crime, sobrava menos dinheiro para a realização das obras, que não apresentaram padrão de qualidade de acordo com o previsto.
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