Em menos de um mês o jornalista Marcelo Melo escreveu sobre meu trabalho duas vezes. Eu devo dar mais Ibope para a coluna dele, ou ele está sem assunto nos últimos dias.
A última análise do jornalista diz que eu escrevi numa manchete que o padre Marcos Rosa agrediu a editora da Rádio Cultura, Anágnia Flóis, e que havia desvio de dinheiro na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, no bairro Vila Tanque. Bem, não preciso nem dizer o que é ou não manchete. Marcelo Melo sabe bem o que é isso. Mas, a manchete foi: “Padre descontrolado” (onde está o desvio de dinheiro na manchete?).
Depois ele escreve: que o jornalista deve emitir a sua opinião “dentro da ética” e de “conceitos de verdade comprovadas”. Ainda segundo ele, “a história é outra e movida por interesses partidários”. Logo em seguida diz, contraditoriamente: “o Conselho Comunitário Paroquial ‘investigam’ (investiga) o desvio de dinheiro da Paróquia e decidiram (decidiu) tomar algumas medidas radicais, entre elas, trocar o segredo da fechadura”. Isso quem está dizendo é o próprio Marcelo Melo.
Ora. Seja lá o que for “conceito de verdades comprovadas” e “dentro da ética”, nada mais fizemos do que questionar o padre sobre o que estava acontecendo dentro da igreja. Ele poderia ter dito simplesmente que o Conselho investigava o desvio de dinheiro (como eu escrevi em meu texto) e que havia trocado a fechadura por esse motivo. Em vez disso, o padre achou conveniente não responder e atacar a jornalista que apurava o caso. O padre gritou com a repórter diversas vezes. Puxou-a pelo braço e arrancou o gravador da mão dela. Atitude lamentável e condenável para qualquer ser humano, ainda mais para um padre.
Não tenho dúvida que fui fiel aos fatos, não a paixões como as que motivaram o texto de Marcelo Melo que é esposo de uma mulher ligada à Igreja Católica.
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