quinta-feira, 17 de julho de 2008

Candidatos com ficha suja longe dos palanques

Candidatos com ficha suja estão cada vez mais longe dos palanques. A Justiça Eleitoral está fechando o cerco de políticos que tenham se envolvido em processos por improbidade administrativa. Em João Monlevade, a candidata Conceição Winter, do PMDB, corre o risco de ficar de fora das eleições, porque teria utilizado, segundo denúncia do Ministério Público, advogados da Prefeitura, para se defender em processo em caso de ordem pessoal. A defesa de Winter argumenta que a ocorrência era movida contra a vice-prefeita e não contra a pessoa de Conceição Winter e que não houve o julgamento do processo, marcado para outubro.

Situação parecida vive o vice de Conceição, Djalma Bastos, do PPS. Como era assessor do deputado Alexandre Silveira, Djalma tinha que se descompatibilizar do cargo. A Justiça não aceitou os documentos enviados pelo político, que também corre o risco de ficar de fora da campanha. Djalma corre contra o tempo para provar que não é mais assessor de Silveira.

Em São Domingos do Prata, o PSDB entrou com ação contra o prefeito Joaquim de Castro, o Quinzinho, que também pode ficar de fora das eleições. Quinzinho é acusado de promover propaganda extemporânea e ainda é investigado pela Policia Federal e Justiça Federal. Ele também terá prazo para recorrer.

Outro que pode ter a candidatura impugnada pela Justiça é o prefeito de São Gonçalo do Rio Abaixo, Raimundo Barcelos, o Nozinho. Ele foi condenado em primeira instância a pagar multa por propaganda extemporânea e ainda é acusado por abuso de poder econômico e político. Nozinho recorreu das decisões.

Apesar dos processos de impugnação e da pressão popular para que políticos com ficha suja não participem de eleições, existe a possibilidade forte de que tanto Conceição Winter, Djalma Bastos, Quinzinho e Nozinho, façam campanha normalmente em seus municípios, como tantos outros candidatos que respondem a processos pelo país. A atual Lei protege réus que não tenham sido julgados em última instância. Com a Justiça e as Leis a favor dos candidatos e a impunidade a solta, em todos estes casos, cabe ao eleitor julgar o que é ou não correto de acordo com sua consciência. O voto é a única arma contra a imoralidade que tanto assola a nossa política. Mas um resquício de que a Justiça ainda exista, existe.

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