O prefeito Carlos Moreira é um otimista por natureza. Isso certamente contribuiu para que ele conseguisse ser eleito e reeleito. Isso o ajudou a ter chances claras e reais de eleição para deputado. E isso o transformou num político de muitos votos. Até aí tudo bem. O problema é quando o otimismo começa a dar lugar para o excesso de confiança. Este último veda qualquer olhar mais apurado da razão e pode levar ao fracasso.
Um exemplo ficou claro nas eleições para o Sintramon (o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais). Todo mundo sabe que o relacionamento do prefeito com o então candidato, Xerife, é muito melhor do que com a atual, Nair Silva – ligada ao PV e ao PT. Alertas claros de que Xerife perderia as eleições foram dados. Mas ele foi mantido como o candidato, no pensamento de que, mais uma vez, os servidores estariam com ele sem questionamentos. Deu no que deu.
E se alertas podem ser soados, vai mais um. É perceptível o fortalecimento da oposição nestas eleições. O advogado Gustavo Prandini e o PT aproveita-se de fatos políticos contínuos para conseguir apoio. Os últimos mais recentes casos aconteceram na Cachoeirinha, região de Pacas e na ACM. Uma obra simples é reivindicada há anos pelos moradores da comunidade de Cachoeirinha. Eles querem que o problema das enchentes causadas pelas chuvas seja resolvido. O prefeito já foi ao local, junto com o vereador Luiz do Açougue. Chegou a beber no bar da comunidade. Duas semanas depois a casa do dono do bar foi inundada. O que aconteceu no local? Tome PV na cabeça, até que o problema seja solucionado, e olhe lá.
Na ACM, houve a invasão. A Câmara sancionou uma lei que transforma o clube como sendo Patrimônio Histórico e Cultural da cidade. Mas o prefeito ainda não deu nenhuma declaração sobre o assunto, num momento em que a sociedade espera e naturalmente cobra pelo menos um posicionamento de seu líder. Com isso, a oposição tem ganhando terreno. Agora, o caso da ACM pode dar a oposição o apoio da Associação da Terceira Idade, que ficou sem seu espaço para desenvolver suas atividades.
Dentro da própria Prefeitura já tivemos exemplos de atos falhos que trazem mudança de lado. Motoristas reclamam ter direito de receber um retroativo com relação a diárias. O prefeito já deu aumento, corrigido pelo IPCA. Mas, para eles, foi pouco. O direito adquirido no passado pesa e muitos esperam a resolução para não votar contra. Alguns motoristas chegaram a se filiar ao PV.
Grande parte da igreja evangélica também virou a casaca. Por coisas simples. Asfaltamento de ruas de templos, show de cantores góspeis, igualdade de oportunidade.
Também vereadores da base podem deixar a situação, como fizeram alguns secretários. Dorinha Machado, Robertinho e Zé Lascado são os possíveis desertores – talvez em apoio à vice-prefeita, Conceição Winter, que também abandonou o barco.
Mesmo de fora das eleições, o prefeito Carlos Moreira é, sem dúvida, um grande protagonista da disputa deste ano. Mesmo com suas qualidades, a imagem de Railton Franklin e Carlos Gomes, está fortemente atrelada ao chefe do Executivo. A vitória deles depende claramente das atitudes do atual prefeito. Excesso de confiança não me parece a melhor das opções neste momento delicado. A população não tem dever de seguir ninguém. O voto não é algo conquistado a bel prazer. É algo suado. E disso, o prefeito Carlos Moreira conhece como poucos. Se quiser vencer mesmo com seu candidato e mostrar, mais uma vez, sua já conhecida força, Moreira precisa de pouco. Apenas se lembrar do que precisou fazer no passado e adequar isso à nova realidade que o aguarda.
Um exemplo ficou claro nas eleições para o Sintramon (o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais). Todo mundo sabe que o relacionamento do prefeito com o então candidato, Xerife, é muito melhor do que com a atual, Nair Silva – ligada ao PV e ao PT. Alertas claros de que Xerife perderia as eleições foram dados. Mas ele foi mantido como o candidato, no pensamento de que, mais uma vez, os servidores estariam com ele sem questionamentos. Deu no que deu.
E se alertas podem ser soados, vai mais um. É perceptível o fortalecimento da oposição nestas eleições. O advogado Gustavo Prandini e o PT aproveita-se de fatos políticos contínuos para conseguir apoio. Os últimos mais recentes casos aconteceram na Cachoeirinha, região de Pacas e na ACM. Uma obra simples é reivindicada há anos pelos moradores da comunidade de Cachoeirinha. Eles querem que o problema das enchentes causadas pelas chuvas seja resolvido. O prefeito já foi ao local, junto com o vereador Luiz do Açougue. Chegou a beber no bar da comunidade. Duas semanas depois a casa do dono do bar foi inundada. O que aconteceu no local? Tome PV na cabeça, até que o problema seja solucionado, e olhe lá.
Na ACM, houve a invasão. A Câmara sancionou uma lei que transforma o clube como sendo Patrimônio Histórico e Cultural da cidade. Mas o prefeito ainda não deu nenhuma declaração sobre o assunto, num momento em que a sociedade espera e naturalmente cobra pelo menos um posicionamento de seu líder. Com isso, a oposição tem ganhando terreno. Agora, o caso da ACM pode dar a oposição o apoio da Associação da Terceira Idade, que ficou sem seu espaço para desenvolver suas atividades.
Dentro da própria Prefeitura já tivemos exemplos de atos falhos que trazem mudança de lado. Motoristas reclamam ter direito de receber um retroativo com relação a diárias. O prefeito já deu aumento, corrigido pelo IPCA. Mas, para eles, foi pouco. O direito adquirido no passado pesa e muitos esperam a resolução para não votar contra. Alguns motoristas chegaram a se filiar ao PV.
Grande parte da igreja evangélica também virou a casaca. Por coisas simples. Asfaltamento de ruas de templos, show de cantores góspeis, igualdade de oportunidade.
Também vereadores da base podem deixar a situação, como fizeram alguns secretários. Dorinha Machado, Robertinho e Zé Lascado são os possíveis desertores – talvez em apoio à vice-prefeita, Conceição Winter, que também abandonou o barco.
Mesmo de fora das eleições, o prefeito Carlos Moreira é, sem dúvida, um grande protagonista da disputa deste ano. Mesmo com suas qualidades, a imagem de Railton Franklin e Carlos Gomes, está fortemente atrelada ao chefe do Executivo. A vitória deles depende claramente das atitudes do atual prefeito. Excesso de confiança não me parece a melhor das opções neste momento delicado. A população não tem dever de seguir ninguém. O voto não é algo conquistado a bel prazer. É algo suado. E disso, o prefeito Carlos Moreira conhece como poucos. Se quiser vencer mesmo com seu candidato e mostrar, mais uma vez, sua já conhecida força, Moreira precisa de pouco. Apenas se lembrar do que precisou fazer no passado e adequar isso à nova realidade que o aguarda.
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