terça-feira, 27 de maio de 2008

A prostituição dos partidos nas eleições municipais deste ano

Este ano as eleições municipais serão totalmente diferentes das últimas disputadas. A polarização PT contra PTB e PSDB certamente vai acabar. Mais candidatos devem disputar a cadeira do Executivo. E partidos antes inimigos agora dão as mãos para o jogo político.

Aliás, nunca se viu tamanha dança de cadeiras. Há uma prostituição do diálogo entre antigos inimigos e as traições de aliados são cada vez mais freqüentes. A vice-prefeita Conceição Winter, por exemplo. Antes aliada incondicional do prefeito Carlos Moreira e sua secretária do setor de distribuição de cestas básicas, decidiu mudar de lado e lançar sua pré-candidatura na oposição sem sequer consultar seu partido. Um total desrespeito a história do PMDB, legenda que por mais vezes administrou João Monlevade.

Seguindo o mesmo exemplo, parte do PDT deixou a oposição em apoio ao médico Railton Franklin, que agora aparece com chances claras de vitória. Com isso, o partido deve ir rachado para as eleições já que Gentil Bicalho e seu grupo de resistentes não aceitam a coligação com PSDB e PTB.

O PHS, do jornalista Carlos Gomes, parece uma barata tonta. Já figurou na oposição e fez discursos de unidade até que morte os separe. Depois caminhou sozinho. Em seguida parecia tender para a direita, em apoio ao candidato do prefeito. Logo após anunciou conversas com Djalma Bastos do PPS, e continua indefinido sobre seu futuro. O mesmo ocorre com o PSB, de Adailton Correa. Depois de ficar viúvo de Delci Couto, que abandonou a corrida eleitoral, o partido luta pela migalha de uma cadeira para vice.

Enquanto isso, o PT parece esconder o jogo. Laércio Ribeiro, que chegou a conversar com o prefeito Carlos Moreira, seu oponente nas últimas eleições, pode voltar à cena, em apoio ao pevista Gustavo Prandini – que teve dificuldades nas eleições municipais quatro anos atrás, quando concorria a vereador por causa do próprio PT.

Da mesma forma, age incoerentemente o presidente da Câmara Zezinho Despachante do PP. Ele contou com todo apoio do prefeito Carlos Moreira para conseguir se eleger presidente do Legislativo e agora chora falta de apoio dentro do grupo. Mal nas pesquisas, Zezinho insiste que tem de ser ele o candidato. Sem chances de conseguir o aval do prefeito, agora fala que vai lançar candidatura puro sangue, com outro membro do seu partido – mesmo que isso atrapalhe um pouco seu grupo político, que o ajudou a conseguir a presidência da Câmara.

Enquanto isso, a sociedade assiste a tudo de braços cruzados. Esperando o jogo das cadeiras acabar para dar seu aval. Alguns vão cair como nunca. Outros conseguirão prosperar. E, com certeza, na política, o que vale é vencer.

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